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| "Uma menina perdida no seu século à procura do pai", Teatro Crinabel (Foto: Paulo Pimenta; imagem gentilmente cedida pelo Teatro Nacional D. Maria II) |
Há dois anos, questionava
aqui o propósito dos festivais que apresentam a arte de grupos específicos de
pessoas (gays, negros, pessoas com deficiência, etc). Era Setembro de 2014, e estava
a decorrer a segunda edição do festival Unlimited no Southbank em Londres. “Pergunto-me”, escrevia na altura, "quem é que assiste a
estes festivais, exposições, actividades e o que é que acontece depois? Será
que atraem apenas os já ‘convertidos’ ou um público mais amplo? Serão os
artistas gay ou negros ou com deficiência mais reconhecidos como artistas pelo
sector e pelo público? Estaremos a seguir em direcção a uma representação
inclusiva, onde serão vistos em primeiro ligar como artistas, ou os curadores e
o público vão, na mesma, para assistir a algo “especial”, circunscrito num
tempo e espaço específico, um tempo e um espaço ‘próprio’? Ajudam-nos estes
festivais a aprender a preocupar-nos mais e mais com a arte e menos e menos com
o ‘resto’?






