Thursday, 9 March 2017
Friday, 10 February 2017
E se fosse aqui?
Devo admitir que é com grande emoção e admiração que vejo as
organizações culturais americanas a tomar posição e a criticar as políticas de
seu Presidente. Alguns reagem de forma mais suave, outros assumem um tom bastante
mais afirmativo e franco (vejam aqui). É uma
grande lição para todos nós e, muito provavelmente, a prova de que as
organizações culturais são tudo menos neutras, são, na verdade, inevitavelmente
políticas.
Saturday, 4 February 2017
À procura de terreno arenoso
“Menores de 30 têm acesso
gratuito aos museus”, lê-se nos jornais portugueses. A medida foi ontem votada
no parlamento.
“Alguém me explica qual é a lógica dos 30 anos?”, questiona
uma colega brasileira.
“Será para estimular jovens famílias, tipo casais com filhos pequenos?”,
responde outra colega. “Será porque se constatou que o desemprego é maior até
aos 30 anos?”
Valerá a pena procurarmos a lógica? Terá havido lógica? Será que a medida
se baseou em qualquer relatório de gestão? Será que se baseou em algum estudo
de públicos? Os profissionais do sector foram consultados? Existem objectivos
concretos que daqui a um ou dois anos poderão ser avaliados?
Saturday, 31 December 2016
Leituras de final de ano
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| A contemplar o lago e as montanhas de Ioánnina, Grécia. |
Quatro dos textos que li nestas últimas semanas e que ficaram comigo:
Patti Smith, How does in feel
Achille Mbembe, The age of humanism is ending
Adam Curtis on Why self expression is tearing society apart
Sarah Swong and Jennifer Gersten, Notes towards a movement: classical music in Trump's America
A desejar um 2017 mais humanizado.
Thursday, 8 December 2016
Actores relutantes no centro do palco
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| The New Americans Museum. Painel vandalizado (imagem retirada da página de Facebook do museu) |
Não surpreendentemente, após as eleições, o Tenement Museum
em Nova Iorque, um museu que conta a história da migração urbana na América, viu
“um número sem precedentes" de comentários negativos sobre imigrantes vindos
de visitantes (ler aqui). Não se trata de um incidente isolado. Outros museus, como o Idaho Museum ofBlack History ou The New Americans Museum tiveram recentemente actos racistas de vandalismo
nas suas instalações.
Cuidado com os políticos que fazem emergir o pior em nós,
pode-se pensar. Mas pode-se também acrescentar, cuidado com os museus que não
conseguem ver a política no que fazem. Foi o que pensei ao ler o primeiro
parágrafo da resposta de Zach Aaron (membro do conselho de administração do
Tenement Museum) aos comentários negativos dos visitantes:
Sunday, 13 November 2016
Silêncios diplomáticos
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| A Primeira-Ministra da Escócia, Nicola Sturgeon. |
À medida que a Web Summit chegava ao fim em Lisboa, um dia depois da divulgação dos resultados das eleições norte-americanas, a Câmara Municipal de Lisboa colocou alguns outdoors onde se lia: "No mundo livre ainda pode encontrar uma cidade para viver, investir e construir o seu futuro, construindo pontes, não muros. Chama-se Lisboa". Os outdoors foram classificados como "anti-Trump" pela oposição, que disse que preferia pensar “que se trata de uma interpretação abusiva e que a intenção de Medina [presidente da Câmara] não foi a de desrespeitar a escolha democrática do povo americano, que não foi uma demonstração de arrogância ideológica, que não foi uma precipitação oportunista em resultado do deslumbramento pela atenção internacional". Resumindo, a oposição pediu explicações (leia o artigo).
Sunday, 30 October 2016
MAAT, gerador de expectativas
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| Imagem retirada do website do MAAT. |
Continuo
admirada com a forma como o recém-inaugurado edifício do MAAT – Museu de Arte,
Arquitectura e Tecnologia, da autoria de Amanda Levete, se integra na paisagem.
Quando me aproximo daquela zona ou quando atravesso a ponte, espero sempre ver
um edifício enorme que se sobreponha ou que esconda a Central Tejo. Mas
não...... A Central Tejo continua majestosa, sendo que o novo edifício surge ao
seu lado como uma nota suave e fluída.
O
meu primeiro contacto com o novo museu foi em Junho. Na verdade, tratou-se da
reabertura do “velho” museu (Museu da Electricidade na Central Tejo), depois
das obras de renovação, e foi lançada a marca MAAT. Acompanhei depois a
campanha para a inauguração do novo edifício e li algumas entrevistas do
director do museu, Pedro Gadanho, tendo, assim, formado uma primeira opinião /
expectativa. As várias críticas que surgiram com a inauguração do edifício e
algumas conversas com colegas trouxeram-me mais “food for thought”. A minha
primeira visita ao novo edifício também.
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