A minha análise do Plano Nacional das Artes no Observatório nº 29 do Itaú Cultural. Leia aqui
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| Foto: Paulo Pimenta |
O último capítulo do novo livro de Mike Murawski, Museums as agents of change (Museus como agentes de mudança), é intitulado “Propelled by love” (Impulsionados pelo amor). Embora o cuidar, a humanidade, a comunidade sejam referências muito presentes em todo o livro, nesse último capítulo Mike questiona sem rodeios: “E se o amor, acima de tudo, fosse o valor central a orientar a mudança radical, necessária nos museus hoje?".
Centro Internacional de Artes José Guimarães: Fricções - Reescrever o museu
A propósito do Dia Internacional dos Museus, uma conversa com a Gisela Casimiro, moderada pela directora do CIAGJ, Marta Mestre. Para ouvir aqui
What is your crisis and how do you deal with it? Crisis within culture and cultural institutions in Europe
Convidada pelo Creative Europe Germany e o Kulturpolitische Gesellschaft, tive um "speed date" com Olga Brzezińska (City of Literature Foundation, Poland). A conversa estava integrada no evento digital “noFuture. The art of departing”. Para ver aqui
The Shift Inclusion Interview Series
Convidada pela European Choral Foundation - Europa Cantat, conversei com Sophie Dowden, Project Manager, sobre inclusão (recrutamento, boards, associativismo e eventos). Para ouvir aqui
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| Foto: Jon Nazca/Reuters (imagem retirada do Guardian) |
Acontecimentos recentes fizeram-me voltar a um
post que escrevi em 2014 referindo-me à arquitecta Zaha Hadid.
Quando questionada
pelo Guardian sobre as mortes de trabalhadores migrantes na
construção do estádio que ela projectou para o Mundial de Futebol 2022 no Quatar,
Hadid respondeu:
“Não tenho nada a ver com os trabalhadores. Acho que esta é
uma questão da qual o governo - se houver um problema - deveria tratar. (...)
Não posso fazer nada porque não tenho poder para fazer nada.”
Naquela altura, havia já mais de 500 mortes de trabalhadores migrantes indianos e 382 nepaleses. Hoje, contamos com mais de 6.500 mortes de trabalhadores migrantes desde que o Quatar ganhou a candidatura em 2010. Em Fevereiro deste ano, um clube de futebol norueguês considerou que tinha algo a ver com isso e que tinha algum poder para fazer algo.
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| Entrada do Musicbox |
O Musicbox em Lisboa fez-me sorrir mais do que uma vez nos
últimos meses. Nunca estive lá e, ainda assim, fez-me sentir que já nos
conhecemos e que estamos a passar por isto juntos.
Tenho questionado repetidamente porque é que tantas organizações culturais não parecem ser capazes de mostrar a sua face humana, partilhar sentimentos, estar perto das pessoas em diferentes momentos da vida (tanto da vida das pessoas como da vida das próprias organizações - que deveriam, na verdade, coincidir em tantos momentos). Em Maio de 2020, escrevi sobre a “Carta de Amor para uma Comunidade Carinhosa” do Globe Aroma - uma carta que expressava tristeza, preocupação, confusão perante a pandemia e que afirmava claramente que o local iria fechar, não por medo, mas por amor e carinho. Todas as outras comunicações com as quais me deparei naquela altura do confinamento - mas também quando chegou o momento de reabrir - soavam como um decreto. Naquele mesmo post em Maio passado, fiz uma primeira tentativa de criar uma lista de desejos, de definir os ingredientes que poderiam ajudar-nos a imaginar um mundo pós-pandémico melhor. Não fiz ainda uma segunda tentativa: tempo, humanidade, cuidado, respeito, apreço e missão; é o que estava - e ainda está - na minha lista de desejos.