A minha apresentação no simpósio "Museums connect a divided world", organizado em Novo Mesto (Eslovénia) pela Slovenian Museums Association, a Slovenian Museum Society e o ICOM Slovenia. A ler aqui
A minha apresentação no simpósio "Museums connect a divided world", organizado em Novo Mesto (Eslovénia) pela Slovenian Museums Association, a Slovenian Museum Society e o ICOM Slovenia. A ler aqui
O livro de Hélène Landemore, “Politics without politicians: The case for citizen rule” (2026), foi uma leitura fascinante, para a qual “Agaist elections” (2016), de David van Reybrouck, tinha aberto o caminho para mim. Ambos partilham experiências recentes (das últimas três décadas) em que, inspiradas pelos princípios da democracia ateniense, diferentes sociedades (na Islândia, Irlanda, França, Bélgica, Canadá e EUA) tentaram reinventar o sistema de governação democrática, envolvendo cidadãos comuns na tomada de decisões através de sorteio.
No mês passado, dois eventos separados por um dia marcaram a agenda da UE.
A 17 de Junho, o Parlamento Europeu votou a favor do aumento das deportações de pessoas sem documentos. Nem queria acreditar no que via quando vários eurodeputados de direita festejaram o resultado da votação com os punhos erguidos e gritos de "Mandem-nos de volta". Segundo The Guardian, a Amnistia Internacional de França descreveu os planos como "absurdos, cruéis e discriminatórios" e 16 especialistas da ONU apontaram as formas como as regras poderiam infringir os direitos humanos internacionais. Os gritos ouvidos no Parlamento Europeu elevam a crueldade e a barbárie a um novo patamar. Isto não pode ser normalizado. [Só no início de Julho vi uma resposta de Roberta Metsola, Presidente do Parlamento Europeu.]
“Era, na verdade, um político oportunista, America-first, anti-imigrante, anti-trabalhista e racista, com poucos escrúpulos, para quem o poder e a popularidade importavam mais do que a ideologia.”
“Percebeu como era fácil fazer manchetes atacando iniciativas progressistas como ‘anti-americanas’.”
“Percebeu que assustar as pessoas (os seus filhos estão a ser doutrinados e os homens negros querem dormir com as filhas) era muito mais eficaz do que o árduo trabalho de construção de consensos através da legislação.”
Embora a menção aos Estados Unidos permita aos leitores perceber de que país se trata, tenho a certeza de duas coisas:
É por isso que se chama “The Playbook” (manual de instruções).
Para a Andreia Cunha
Para o Manuel Sarmento Pizarro
Em Fevereiro deste ano, o escritor e activista norte-americano John Pavlovitz escreveu uma carta aberta à então Procuradora-Geral: “Cara Pam Bondi (A carta de um pai)”. Durante quase um ano, pessoas de todo o mundo testemunharam a forma mesquinha, pouco inteligente, perversa, arrogante e, ao mesmo tempo, submissa como Bondi defendeu o seu mestre, o presidente dos EUA – e não O Povo. Pavlovitz resumiu os sentimentos que estes repetidos espetáculos provocaram em muitos de nós numa pergunta bastante simples: “Como é que alguém se torna Pam Bondi?”.
O meu artigo no Público sobre o facto dos políticos eleitos considerarem a Cultura "não essencial", ao mesmo tempo que manifestam um enorme desejo de a controlar. Leiam aqui
Dedicado a bons amigos e colegas em
Leiria, Coimbra, Figueira da Foz
O colunista grego Thodoris Georgakopoulos questionou como é que nós, cidadãos, reconhecemos que foi ultrapassada uma linha, que chegámos a um ponto em que a democracia deixou de existir. Referia-se a um artigo publicado em Maio no jornal The New York Times, que eu também tinha lido, intitulado “How will we know when we have lost our democracy?” (Como saberemos quando perdermos a nossa democracia?). Com base nesse artigo, Georgakopoulos questiona: “Será que um país é considerado uma democracia quando as pessoas que o governam perseguem os seus adversários políticos e os colocam na prisão? Quando são indiferentes à solução dos problemas do país e, em vez disso, apenas se preocupam em manter e fortalecer o estado-cliente? Será que um país é democrático quando todos os meios de comunicação são propriedade de interesses financeiros que dependem financeiramente do governo? Ou quando toda a riqueza do Estado é distribuída aos leais ao regime?”.