O meu artigo no Público sobre o facto dos políticos eleitos considerarem a Cultura "não essencial", ao mesmo tempo que manifestam um enorme desejo de a controlar. Leiam aqui
Saturday, 14 March 2026
Sunday, 1 February 2026
Canários na mina de carvão e democracia em forma
Dedicado a bons amigos e colegas em
Leiria, Coimbra, Figueira da Foz
O colunista grego Thodoris Georgakopoulos questionou como é que nós, cidadãos, reconhecemos que foi ultrapassada uma linha, que chegámos a um ponto em que a democracia deixou de existir. Referia-se a um artigo publicado em Maio no jornal The New York Times, que eu também tinha lido, intitulado “How will we know when we have lost our democracy?” (Como saberemos quando perdermos a nossa democracia?). Com base nesse artigo, Georgakopoulos questiona: “Será que um país é considerado uma democracia quando as pessoas que o governam perseguem os seus adversários políticos e os colocam na prisão? Quando são indiferentes à solução dos problemas do país e, em vez disso, apenas se preocupam em manter e fortalecer o estado-cliente? Será que um país é democrático quando todos os meios de comunicação são propriedade de interesses financeiros que dependem financeiramente do governo? Ou quando toda a riqueza do Estado é distribuída aos leais ao regime?”.
Monday, 29 December 2025
Uma cultura de revolução e alguns valores "à moda antiga"
O olhar triste, auto-consciente e penetrante de Kristin Cabot numa fotografia no New York Times fez-me lembrar de duas coisas: o quão perturbada me senti no verão passado com a forma como "o mundo" (foi, efectivamente, o mundo inteiro) reagiu e a tratou quando, num concerto dos Coldplay, foi apanhada no ecrã gigante nos braços do seu chefe; e como nunca mais pensei neles (e nela) depois daqueles primeiros dias explosivos.
Thursday, 18 December 2025
Desejando a paz
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| Nemo, vencedor do Festival Eurovisão da Canção 2024 (Direito de autor: AP Photo) |
Há uns dias, a propósito da reacção abominável de Donald Trump ao assassinato do cineasta Rob Reiner e da sua esposa, a jornalista Patrícia Fonseca comentava que, há poucos (não muitos) anos, uma reacção deste género teria dado início a um processo de impeachment. Desta vez, não foram poucas as pessoas que classificaram a atitude de Trump como indigna para o posto que ocupa. No entanto, a verdade é que foi criada uma espécie de anestesia ao que Trump diz ou faz, como se fosse algo natural ou inevitável, como se não fosse possível exigir decência. O mesmo se verifica com outros políticos e chamados “influencers”, normalizando, assim, discursos de ódio ou não contestando a desinformação. Com todos os estragos que isto traz, acredito que não é por falta de sensibilidade, mas por falta de sentido de agência, que a maioria das pessoas não reage. Não reagimos porque pensamos que não vale a pena, porque nada vai mudar.
É uma questão de escala. A consciência de que, não podendo mudar o mundo, temos ainda o poder - como indivíduos e, sobretudo, como colectivo - de sonhar, de trabalhar para o mundo ao qual desejamos pertencer e de fazer acontecer.
Wednesday, 17 December 2025
Esperança na escuridão. Dignidade no “estar junto”.
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| Foto: Jordi Boixareu/ZUMA Press Wire/REX/Shutterstock (retirada do jornal The Guardian) |
Acredito que 2025 foi um ano que não poderíamos ter imaginado. Os sinais eram maus, mas não podíamos prever quão má seria a realidade. Muitas vezes pensei que encontrar coragem para ler as notícias todos os dias se tornou num acto de resistência. Pensei repetidamente em algumas coisas depois de reuniões, conferências e conversas com amigos e colegas.
Saturday, 11 October 2025
Cuidar do futuro
A minha intervenção ontem no Fórum Esfera(s), organizado pela Universidade de Coimbra. Ler aqui
Wednesday, 17 September 2025
Οι ευρωπαϊκοί πολιτιστικοί οργανισμοί έχουν ανοσία στην πολιτική πίεση;
To 2024, όταν κουβεντιάσαμε, ομάδες πίεσης στις ΗΠΑ, όπως οι Moms for Liberty, είχαν προσπαθήσει να απομακρύνουν από σχολικές και δημόσιες βιβλιοθήκες 2452 βιβλία (σύμφωνα με την ALA, που ανέφερε επίσης ότι την εικοσαετία 2001-2020, ο μέσος όρος ήταν 273). Τα βιβλία αναφέρονται κυρίως σε χαρακτήρες ή θέματα ΛΟΑΤΚΙΑ+, καθώς και στο ρατσισμό, την ισότητα, την κοινωνική δικαιοσύνη, τον αμερικανικό εμφύλιο ή τη θρησκεία. Πάμπολλες ειδήσεις αναφέρονται σε απειλές προς βιβλιοθηκάριους και απολύσεις, καθώς και στα σοβαρά προβλήματα ψυχικής υγείας που αντιμετωπίζουν οι επαγγελματίες αυτοί. Ρώτησα τότε την Emily αν υπερβάλλουμε όταν αντιδρούμε στις χώρες μας στην παραμικρή ένδειξη λογοκρισίας, μισαλλοδοξίας, μη ανεκτικότητας, λεκτικής βίας στο χώρο του πολιτισμού. “Κάθε άλλο”, μου απάντησε. “Εμείς φτάσαμε εδώ που φτάσαμε γιατί αφήναμε συνέχεια περιθώρια.”






