Showing posts with label democracia. Show all posts
Showing posts with label democracia. Show all posts

Saturday, 18 July 2026

Amor revolucionário. Amor cívico. Amor.


Para a Maria Bárbara

O livro de Hélène Landemore, “Politics without politicians: The case for citizen rule” (2026), foi uma leitura fascinante, para a qual “Agaist elections” (2016), de David van Reybrouck, tinha aberto o caminho para mim. Ambos partilham experiências recentes (das últimas três décadas) em que, inspiradas pelos princípios da democracia ateniense, diferentes sociedades (na Islândia, Irlanda, França, Bélgica, Canadá e EUA) tentaram reinventar o sistema de governação democrática, envolvendo cidadãos comuns na tomada de decisões através de sorteio.

Saturday, 6 June 2026

É o "playbook", estúpido!


“Era, na verdade, um político oportunista, America-first, anti-imigrante, anti-trabalhista e racista, com poucos escrúpulos, para quem o poder e a popularidade importavam mais do que a ideologia.”

“Percebeu como era fácil fazer manchetes atacando iniciativas progressistas como ‘anti-americanas’.”

“Percebeu que assustar as pessoas (os seus filhos estão a ser doutrinados e os homens negros querem dormir com as filhas) era muito mais eficaz do que o árduo trabalho de construção de consensos através da legislação.”

Embora a menção aos Estados Unidos permita aos leitores perceber de que país se trata, tenho a certeza de duas coisas:

  • Não adivinhariam o ano.
  • Hoje, todos nós, vindos de diferentes países, podemos ver aqui a descrição de vários políticos populistas e também de extrema-direita.

É por isso que se chama “The Playbook” (manual de instruções).

Sunday, 1 February 2026

Canários na mina de carvão e democracia em forma


Dedicado a bons amigos e colegas em
Leiria, Coimbra, Figueira da Foz

O colunista grego Thodoris Georgakopoulos questionou como é que nós, cidadãos, reconhecemos que foi ultrapassada uma linha, que chegámos a um ponto em que a democracia deixou de existir. Referia-se a um artigo publicado em Maio no jornal The New York Times, que eu também tinha lido, intitulado “How will we know when we have lost our democracy?” (Como saberemos quando perdermos a nossa democracia?). Com base nesse artigo, Georgakopoulos questiona: “Será que um país é considerado uma democracia quando as pessoas que o governam perseguem os seus adversários políticos e os colocam na prisão? Quando são indiferentes à solução dos problemas do país e, em vez disso, apenas se preocupam em manter e fortalecer o estado-cliente? Será que um país é democrático quando todos os meios de comunicação são propriedade de interesses financeiros que dependem financeiramente do governo? Ou quando toda a riqueza do Estado é distribuída aos leais ao regime?”.

Thursday, 18 December 2025

Desejando a paz

Nemo, vencedor do Festival Eurovisão da Canção 2024 (Direito de autor: AP Photo)

Há uns dias, a propósito da reacção abominável de Donald Trump ao assassinato do cineasta Rob Reiner e da sua esposa, a jornalista Patrícia Fonseca comentava que, há poucos (não muitos) anos, uma reacção deste género teria dado início a um processo de impeachment. Desta vez, não foram poucas as pessoas que classificaram a atitude de Trump como indigna para o posto que ocupa. No entanto, a verdade é que foi criada uma espécie de anestesia ao que Trump diz ou faz, como se fosse algo natural ou inevitável, como se não fosse possível exigir decência. O mesmo se verifica com outros políticos e chamados “influencers”, normalizando, assim, discursos de ódio ou não contestando a desinformação. Com todos os estragos que isto traz, acredito que não é por falta de sensibilidade, mas por falta de sentido de agência, que a maioria das pessoas não reage. Não reagimos porque pensamos que não vale a pena, porque nada vai mudar.

É uma questão de escala. A consciência de que, não podendo mudar o mundo, temos ainda o poder - como indivíduos e, sobretudo, como colectivo - de sonhar, de trabalhar para o mundo ao qual desejamos pertencer e de fazer acontecer.

Saturday, 11 October 2025

Cuidar do futuro

A minha intervenção ontem no Fórum Esfera(s), organizado pela Universidade de Coimbra. Ler aqui

Wednesday, 17 September 2025

Οι ευρωπαϊκοί πολιτιστικοί οργανισμοί έχουν ανοσία στην πολιτική πίεση;


Πριν από ενάμιση χρόνο, συντόνισα μια συζήτηση με την τότε διευθύντρια της
American Library Association (ALA), Emily Drabinski, και την Julia Lesser, υπεύθυνη του προγράμματος CHAPTER - Challenging Populist Truth-Making in Europe: The Role of Museums in a Digital ‘Post-Truth’ European Society. Θα επανέλθω πιο κάτω στη Julia και στα όσα μοιράστηκε μαζί μας, θα ήθελα να αναφερθώ πρώτα στην Emily.

To 2024, όταν κουβεντιάσαμε, ομάδες πίεσης στις ΗΠΑ, όπως οι Moms for Liberty, είχαν προσπαθήσει να απομακρύνουν από σχολικές και δημόσιες βιβλιοθήκες 2452 βιβλία (σύμφωνα με την ALA, που ανέφερε επίσης ότι την εικοσαετία 2001-2020, ο μέσος όρος ήταν 273). Τα βιβλία αναφέρονται κυρίως σε χαρακτήρες ή θέματα ΛΟΑΤΚΙΑ+, καθώς και στο ρατσισμό, την ισότητα, την κοινωνική δικαιοσύνη, τον αμερικανικό εμφύλιο ή τη θρησκεία. Πάμπολλες ειδήσεις αναφέρονται σε απειλές προς βιβλιοθηκάριους και απολύσεις, καθώς και στα σοβαρά προβλήματα ψυχικής υγείας που αντιμετωπίζουν οι επαγγελματίες αυτοί. Ρώτησα τότε την Emily αν υπερβάλλουμε όταν αντιδρούμε στις χώρες μας στην παραμικρή ένδειξη λογοκρισίας, μισαλλοδοξίας, μη ανεκτικότητας, λεκτικής βίας στο χώρο του πολιτισμού. “Κάθε άλλο”, μου απάντησε. “Εμείς φτάσαμε εδώ που φτάσαμε γιατί αφήναμε συνέχεια περιθώρια.”

Saturday, 26 April 2025

A liberdade quer virtude e ousadia



Deixe aqueles que sentem pesada
A mão cuprosa do medo
Viver sob o jugo da escravidão;
Coragem e virtude é o que
A liberdade quer.
“Quarta Ode, A Samos” por Andreas Kalvos

Li o livro de Lonnie Bunch “A Fool’s Errand” como se fosse um romance fascinante. Com a mesma urgência, com o mesmo prazer e emoção. Tive a honra de conhecer Lonnie Bunch em Lisboa, há pouco mais de dois anos. Para além da sua inteligência, outra coisa que me marcou foi a sua humildade. Encontrei a combinação destas duas qualidades no livro também. E senti admiração pela sua generosidade em partilhar connosco esta aventura de criar um museu, começando com uma equipa de dois e sem colecção: os sonhos e as ambições, os valores e os princípios, os erros de julgamento, os fracassos, os sucessos planeados e não planeados. E também a visão subjacente de “tornar a América melhor”. Como disse Lonnie Bunch, não se tratava apenas de “que tipo de museu eu queria, mas também em que tipo de América eu acreditava” (p.183). Tudo isto junto dá-nos um dos manuais mais essenciais sobre liderança na área dos museus ou da cultura.

Monday, 24 February 2025

A máquina de lavar roupa do Donald

Sophia Linospori e Konstantina Mauropoulou em "A máquina de lavar roupa" de Thanasis Triaridis

No mês passado, tive a oportunidade de ver a peça de Thanasis Triaridis “A máquina de lavar roupa”. Duas mães encontram-se três vezes numa lavandaria pública. No primeiro encontro, a mãe A parece perturbada, chocada, profundamente triste: no dia anterior, o seu filho teve a “honra” de realizar a decapitação pública de uma rapariga. A mãe B parece feliz e satisfeita, felicita a mãe A pelo filho e responde à sua preocupação dizendo-lhe que o seu filho fez algo nobre, obedeceu à lei e a lei cuida de todos. A lei diz que as raparigas não são úteis e, por isso, têm de ser eliminadas.

Saturday, 2 November 2024

Sem água, uma pessoa morre em nove dias, mas pode viver cinco anos sem toque humano. Este último será um luxo?

Coro de ex-mineiros nas Minas do Lousal. Juntar-se para cantar era (e é)
importante para eles. (Foto: Maria Vlachou)


O título é uma citação do livro de Justin O´Connor
“Culture is not an industry – Reclaiming art and culture for the common good”. Antes de entrar no assunto, vêm-me à memória dois episódios da minha vida profissional.

Em 2016, a Acesso Cultura tomou conhecimento de um grupo de trabalho constituído no ano anterior pelo governo português para fazer face à crise dos refugiados. Neste grupo estiveram representados os seguintes sectores: Direcção-Geral dos Assuntos Europeus/Ministério dos Negócios Estrangeiros, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Instituto da Segurança Social, Instituto do Emprego e da Formação Profissional, Direcção-Geral da Saúde; Direcção-Geral da Educação e Alto Comissariado para as Migrações. A cultura não foi convidada a fazer parte. A nossa associação escreveu ao Ministério da Cultura e foi-nos dito que o grupo estava quase a completar a sua tarefa e que o Ministério iria prestar mais atenção no futuro. Mais atenção a quê…? Ninguém considerou que a Cultura tivesse alguma coisa a ver com a chegada de refugiados a um país pequeno – nem mesmo o Ministério da Cultura e talvez também alguns profissionais da cultura.

Saturday, 26 October 2024

Obrigada, mas não, obrigada.

Não é fácil ler o livro de Ece Temelkuran “How to lose a country: The seven steps from democracy to dictatorship”. A escrita incisiva da jornalista turca torna-se por vezes assustadora, os seus testemunhos pesam muito no coração. Tive de fazer uma pausa de vez em quando. Todas as nossas perguntas, dúvidas, preocupações, frustrações sobre o que está a acontecer à nossa volta, estão neste livro. O que alguns de nós estamos a viver pela primeira vez já aconteceu antes e as táticas nunca foram diferentes. Não só a ascensão de Erdogan, a votação do Brexit, a eleição de Trump são colocadas sob o microscópio, mas Temelkuran tem uma visão clara de até onde precisamos de recuar para encontrar as origens de acontecimentos recentes e actuais e perceber que não fizemos/fazemos nada, embora a forma como se desenvolveram seja, nesta altura, muito previsível. Tão previsível como sete passos.

Saturday, 19 October 2024

And now for something completely different: o museu populista


Em Novembro de 2022, o Ministro da Cultura italiano, Gennaro Sangiuliano, falou sobre a necessidade de proteger melhor as obras de arte das acções dos activistas climáticos e afirmou: “Considerando o enorme património a proteger, a intervenção representará um custo considerável para o ministério e para toda a nação. Infelizmente, só posso prever um aumento do custo do bilhete de entrada.”

A declaração pareceu-me profundamente populista (e ridícula) na altura. Talvez não seja mais populista (ou ridícula), no entanto, do que a declaração da National Gallery no dia 17 de Outubro:

“Após os recentes incidentes no interior do museu, é agora necessário introduzir medidas reforçadas para garantir a segurança de todos os que a visitam, do pessoal da National Gallery e da colecção de pinturas da nação.

Saturday, 12 October 2024

Além da lei

Museu Nacional, Praga.

Em 2021, estava em Praga a visitar o Museu Nacional. Quando apanhei o elevador para chegar à cúpula e ver a bonita cidade lá de cima, vi que havia um banco. Recordo-me de ter sido invadida por uma forte emoção ao ver este pequeno e discreto gesto de hospitalidade e amabilidade. O museu não incluiu o banco no elevador porque era obrigatório por lei. Reconheceu que nem todas as pessoas seriam capazes de permanecer em pé durante a lenta viagem até ao topo e que queria ter a certeza de que as pessoas se sentiriam confortáveis ​​ e seguras; sentir-se-iam bem-vindas. Quando o nosso desejo de abrir as portas a todos (seja lá o que “todos” possa significar) é honesto, partilhar a experiência com todas aquelas pessoas que possam estar interessadas ​​em fazer parte, não estamos condicionados por leis. Estamos prontos para ir mais além.

Sunday, 6 October 2024

Das silenciosas maiorias. Do medo e da liberdade.


Mais uma vez, atravessaremos o Atlântico, só para ficarmos conscientes do quão perto estamos e porque é que devemos prestar atenção ao que ali se passa.

Em Julho, escrevi um artigo para o jornal Público sobre o que se tornou numa situação extrema de proibição de livros nas bibliotecas escolares e públicas dos Estados Unidos. Escrevi na altura que os livros contestados tratam normalmente de questões LGBTQI+, raça e racismo, escravatura, genocídio de povos indígenas, religião. Existem também inúmeras exigências para que os livros sobre a puberdade sejam transferidos da secção juvenil para a secção de adultos... Situações semelhantes estão a ocorrer no Brasil e noutros países, sendo mais ou menos noticiadas pelos meios de comunicação mainstream.

Um relatório recente sobre a situação nos EUA, publicado pela Knight Foundation, mostrou alguns resultados muito relevantes: 78% das pessoas confiam nas suas escolas públicas para selecionar materiais apropriados; revelou também que “a maioria dos americanos se sente informada sobre os esforços para proibir livros nas escolas, mas apenas 3% dos inquiridos disseram que se envolveram pessoalmente na questão - com 2% a envolverem-se no sentido de defender o acesso aos livros e 1% a procurar restringir o acesso.” (ler mais). O que é que isto nos diz? Muitas pessoas estão informadas sobre o assunto, algumas, poucas, envolvem-se na defesa da liberdade de ler num país democrático, enquanto uma minoria vocal, muitas vezes violenta, tem permissão para decidir o que os outros podem ler e onde. Soa familiar?

Monday, 6 May 2024

Importemo-nos, honestamente

Foto: Maria Vlachou

Quando participei na conferência da Balkan Museum Network, no mês passado, tive o prazer de ouvir Łukasz Bratasz, chefe do grupo de Investigação do Património Cultural do Instituto Jerzy Haber (Polónia). A sue “keynote speech” era sobre “Sustainability-conscious management of art collections”. Para alguém como eu, que conhece o básico sobre o controlo das condições ambientais em museus, foi uma palestra surpreendente e refrescante. Talvez também para os que sabem mais do que eu. Porque Łukasz partilhou connosco os resultados de estudos que mostram que os objectos são muito menos vulneráveis às variações ambientais do que se supunha anteriormente e que existem outras formas de gerir colecções de arte, com uma pegada de carbono significativamente mais leve.

Wednesday, 1 May 2024

Nunca mais: como é que se vive à altura de uma missão como esta?

Imagem retirada de Vatican News (Agence France Presse)

Em 2014, num post chamado “Em círculos”, escrevia que “Aparentemente, não damos o mesmo valor a todas as vidas humanas e assim, os países europeus representados no Concelho das Nações Unidas para os Direitos Humanos podem abster-se (todos!) na votação para a abertura de um inquérito sobre alegadas violações dos direitos humanos em Gaza; aparentemente, algumas situações do género ‘nunca mais’ são justificadas, e assim os nossos governos podem continuar a apoiar e a vender armas ao governo israelita; aparentemente, cada caso é uma caso e tudo depende, portanto, existem alguns casos do género “nunca mais” em que nós cidadãos comuns podemos reservar o direito de sermos mais ‘equilibrados’ ou neutros.”

Sunday, 24 March 2024

Qual a sensação de viver numa democracia em declínio?

Claudia Roth, Ministra de Estado para a Cultura alemã, na Belinale.
Foto: Andreas Rentz | Getty Images (retirada do The Guardian)

Há alguns dias, estive num encontro internacional, onde o assunto era museus e democracias em declínio. Ouvimos falar dos infortúnios dos directores de museus polacos, amplamente divulgados na imprensa internacional (exemplos desde 2017: aqui, aqui, aqui, aqui, aqui); ouvimos falar de museus na Hungria, que deveriam “interpretar para o povo as vontades do governo” ou a serem censurados por causa de um projecto de arte participativa que representava o Presidente ou, mais recentemente, a verem um director ser despedido por ignorar a lei contra a “promoção da homossexualidade”, na qual ele próprio votou quando era deputado. Também ouvimos falar da Holanda, onde a extrema-direita tem vindo a atacar há já algum tempo as narrativas dos museus e que está agora a tentar formar um governo, depois de vencer as eleições em Novembro.

Tuesday, 26 December 2023

Desejamos o futuro (ainda)

Fachada do Teatro Nacional D. Maria II, Lisboa, 2020-2021

Dois recentes programas na RTP com foco na cultura, assim como inúmeros encontros com profissionais da área ao longo do ano e nos últimos anos, intensificam a preocupação em relação ao como este sector é entendido e gerido, que visão projecta e como a pratica.

Friday, 10 November 2023

Zia and Manuela were present.

Conferência da RTCP em Portalegre, 7.11.2023

Os encontros profissionais são, cada vez mais, um momento precioso para quem consegue dar a si próprio ou consegue reclamar junto de chefias o tempo para participar. Com cada vez mais profissionais da cultura a falar abertamente de doença mental, de esgotamento, de depressão, de ritmos que não fazem sentido, estes momentos de encontro - em que podemos estar juntos, abraçar-nos, olharmo-nos nos olhos, sorrirmos, conversarmos – são mais que necessários, são urgentes.

Friday, 3 November 2023

Aptos para a democracia: tão natural como a água?

Photo: Maria Vlachou

Este ano, tive a oportunidade de passar três dias no FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos. Assisti, entre outras coisas, ao lançamento de “Voltas e Reviravoltas - A Cidadania”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, com ilustrações de Mantraste. Este é o segundo de 12 livros da colecção infantojuvenil “Missão: Democracia”, uma iniciativa da Assembleia da República, com curadoria da Dora Batalim SottoMayor.

Nesse evento, Isabel Alçada disse que, para os jovens hoje, a democracia é tão natural como abrir a torneira e sair água. Apontei esta afirmação no meu caderno. Criou um desconforto em mim naquele momento e, posteriormente, voltei a ela em diversas ocasiões. Porque, do ponto de vista empírico, não vejo nada disso à minha volta. Porque o oposto da repressão política não é necessariamente uma democracia de qualidade, uma democracia saudável, uma democracia tão natural como a água que sai da torneira.

Monday, 5 June 2023

Museus irrequietos

Chéri Samba, "Reorganisation". AfricaMuseum, Tervuren (Foto: Maria Vlachou)

Acompanhar o trabalho de museus que se questionam e que nos questionam é particularmente entusiasmante, motivador e inspirador. Num meio bastante conservador e pesado, estes museus são poucos, muito poucos ainda, e é refrescante poder identificar aquela liderança que mexe com o que for necessário e que ajuda a trazer mudanças necessárias, contaminado aos poucos todo o sector. É neste tipo de museus que eu vejo um esforço verdadeiro e honesto para serem úteis à sociedade, para fazerem parte dela, para serem relevantes.