No mês passado, dois eventos separados por um dia marcaram a agenda da UE.
A 17 de Junho, o Parlamento Europeu votou a favor do aumento das deportações de pessoas sem documentos. Nem queria acreditar no que via quando vários eurodeputados de direita festejaram o resultado da votação com os punhos erguidos e gritos de "Mandem-nos de volta". Segundo The Guardian, a Amnistia Internacional de França descreveu os planos como "absurdos, cruéis e discriminatórios" e 16 especialistas da ONU apontaram as formas como as regras poderiam infringir os direitos humanos internacionais. Os gritos ouvidos no Parlamento Europeu elevam a crueldade e a barbárie a um novo patamar. Isto não pode ser normalizado. [Só no início de Julho vi uma resposta de Roberta Metsola, Presidente do Parlamento Europeu.]
